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A solidariedade vai vencer

Quando a pandemia começou, há um ano, surgiu a esperança de que a humanidade se uniria em torno de um propósito comum. “Vamos sair melhores dessa”, muitos disseram. Infelizmente, a realidade se provou bastante diferente, e o que vemos é discórdia, polarização, politização e, acima de tudo, individualismo. As pessoas se colocam de um lado ou de outro, defendem uma posição ou outra, buscam culpados. Não é hora para isso. Precisamos de solidariedade.

Estamos atravessando o pior momento da pandemia: cerca de 200 pessoas aguardam leitos de UTI apenas em Porto Alegre, os hospitais do país inteiro estão operando acima de suas capacidades, os médicos e as equipes de Saúde trabalham além de suas forças. Somamos mais de 310 mil mortos, milhares a cada dia. E, mesmo com todas essas informações, as diferentes forças da sociedade estão sendo usadas para dicotomizar, não para trazer benefícios, para o bem comum.

Além das medidas sanitárias já conhecidas – uso de máscaras, distanciamento seguro e higiene das mãos – e da vacinação, que está apenas começando no Brasil, a melhor forma de combater a Covid-19, sob o ponto de vista humanitário, é a solidariedade. E a solidariedade de que precisamos se traduz em cuidado e prevenção. Em evitar que a doença continue se disseminando e destrua ainda mais vidas. Em pensar na comunidade. Isso está ao alcance de todos, depende apenas de um maior senso de coletividade.

O atendimento à saúde e o crescimento econômico não voltarão a um mínimo de normalidade se não nos unirmos em um esforço focado na mesma direção – e isso inclui também a cultura, o comércio, tantas atividades que foram prejudicadas durante esse ano de incertezas e disputas.

Neste momento, não podemos estar juntos, não podemos abraçar as pessoas queridas. Mas podemos estar unidos em torno de um objetivo comum, que é combater a doença. Dentro dessa conotação, temos que ser mais solidários entre todos. População mais consciente, mais unida. Um ajudando o outro. Mais responsáveis por nós mesmos e pelos outros.

Eu te protejo, tu me proteges. Assim, teremos um efeito maior e mais benéfico para todos.

 

Dr. Carlos Isaia Filho
Presidente do Cremers

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