É falso que vacinas contra a Covid-19 causaram 501 mortes
*Reprodução Agência Lupa.
Circula pelo WhatsApp um vídeo em que uma comentarista de rádio diz que as vacinas contra a Covid-19 causaram 501 mortes. São citados ainda outros dados de efeitos adversos que teriam sido causados em pessoas logo depois de serem imunizadas. “Aí você pode pensar ‘É um número pequeno, 300 e pouco, 500 e pouco’. Mas virou uma roleta-russa”, diz. “Entrem no site da Anvisa, olhem ali todo o relatório das vacinas que são empregadas no Brasil.” Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado.
A informação é falsa. Não há comprovação de que 501 pessoas morreram depois de serem vacinadas contra a Covid-19. Os dados referem-se a eventos adversos suspeitos relatados em uma ferramenta de acompanhamento do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Qualquer pessoa pode reportar problemas no Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (Vaers, na sigla em inglês). Não é possível dizer que a causa das mortes e de sintomas foi a vacina, uma vez que outras doenças existentes podem ter provocado efeitos colaterais e os números podem estar errados ou incompletos. Apesar de os dados serem públicos, o próprio site avisa que os números não podem ser usados para concluir que todos os efeitos informados foram causados pelos imunizantes. Além disso, não há estudo científico que tenha mostrado que as vacinas contra a Covid-19 podem causar mortes.
O dado foi citado pela comentarista no dia 25 de fevereiro. A Lupa entrou em contato, por e-mail e por telefone, com a produção do programa na última terça-feira (2), na tentativa de ouvir a comentarista sobre os dados usados em sua fala – que foram classificados como falsos. Até a publicação desta checagem, no entanto, não houve retorno.
O vídeo que circula pelo WhatsApp traz apenas um trecho da intervenção, omitindo a fonte dos números usados por ela. Logo que aborda esse assunto, ela diz que os dados foram extraídos do CDC. “Saiu um dado agora no final de janeiro, começo de fevereiro, que vem exatamente do CDC. O dado vem do Sistema de Notificação dos Eventos Adversos de Vacinas, que contabiliza e monitora exatamente essas alergias e todos os efeitos adversos. E os dados são, assim, um pouco alarmantes”, afirmou. Na sequência, ela menciona que “501 pessoas morreram pós-vacina”, trecho em que começa o vídeo que circula no WhatsApp.
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Não é verdade que Anvisa confirma mortes em decorrência de vacinas contra a Covid-19
*Reprodução de Aos Fatos.
Publicações que circulam nas redes sociais afirmam com base em dados da plataforma VigiMed, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que a agência confirma mortes em decorrência das vacinas contra a Covid-19 usadas no Brasil (veja aqui). No entanto, a ferramenta é abastecida por informações enviadas por qualquer pessoa, sem a necessidade de apresentação de provas. Em e-mail ao Aos Fatos, a agência negou que os dados sejam oficiais e que haja qualquer óbito com relação comprovada com as vacinas.
Posts que replicam o conteúdo fora de contexto reuniam 1.900 compartilhamentos no Facebook nesta quarta-feira (3) e foram marcados com o selo DISTORCIDO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).
Textos do site Estudos Nacionais difundidos nas redes sociais usam dados da plataforma VigiMed, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para afirmar que a agência reconhece mortes decorrentes das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A base de dados, no entanto, é aberta a qualquer pessoa sem necessidade de apresentação de provas e não contém informações oficiais.
Por e-mail ao Aos Fatos, a Anvisa negou que haja qualquer óbito com relação comprovada com as vacinas. “As vacinas em uso no país são consideradas seguras. Já é esperado que pessoas venham a óbito por outros motivos de saúde e mesmo por causas naturais, tendo em vista a taxa de mortalidade já conhecida para cada faixa etária da população brasileira”.
No site, a agência explicita em um aviso antes de acessar os dados que “não tem controle da completude do preenchimento dos dados de todos os campos, tendo em vista que somente alguns são obrigatórios”. A agência também deixa claro que “as informações contidas no painel referem-se às suspeitas de eventos adversos” e que “não é possível ter certeza de que estejam relacionados ou que tenham sido causados por este medicamento ou vacina”. Segundo a Anvisa, os dados são usados como subsídio para o seu monitoramento.
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Drenagem postural não é eficaz para tratar falta de ar em pacientes com Covid-19
*Reprodução de Aos Fatos.
Não é verdade que a drenagem postural, técnica que serve para eliminar as secreções do pulmão pela ação da gravidade, seja eficaz para tratar pacientes com falta de ar devido à Covid-19, conforme afirmam postagens nas redes (veja aqui). Além da doença não provocar um volume de secreções como de outras infecções, a postura pode agravar o quadro de saúde, pois aumenta o trabalho do diafragma e dificulta a respiração.
Posts com o conteúdo enganoso somavam ao menos 161.130 compartilhamentos nesta terça-feira (2), e foram marcados com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (saiba como funciona).
Especialistas afirmam que a técnica não é eficaz, pois a infecção não provoca secreções como outras doenças virais ou bacterianas. Além disso, as posturas indicadas podem atrapalhar o funcionamento dos pulmões, piorando o quadro de saúde da pessoa.
A drenagem postural é um tratamento fisioterápico para auxiliar na drenagem de secreções em diferentes áreas dos pulmões e melhorar a respiração. Entretanto, a falta de ar causada pela Covid-19 possui outros fatores, como o desequilíbrio entre a ventilação (entrada e saída de ar nos pulmões) e a perfusão pulmonar (mecanismo que bombeia o sangue dentro do órgão). Esse descasamento dos dois processos pode levar à insuficiência respiratória.
Pronação
Os especialistas consultados ressaltaram ainda que a drenagem postural não deve ser confundida com a posição prona, uma manobra utilizada para combater a hipoxemia nos pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo. Nela, o paciente é deitado de bruços, em ângulo diferente, para aumentar o fluxo de oxigênio.
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É falso que estudo concluiu que ivermectina reduziu em 75% infecções por Covid-19
*Reprodução de Aos Fatos.
Não é verdade que um estudo tenha comprovado que a ivermectina foi capaz de reduzir em 75% as infecções pelo novo coronavírus, conforme alegam postagens nas redes sociais (veja aqui). A pesquisa citada pelos posts é uma metanálise – revisão que compila resultados de outros estudos – que não chegou a esse percentual nem foi revisada por pares e que teve a publicação rejeitada pela revista científica de farmacologia Frontiers.
As postagens com a alegação enganosa reuniam ao menos 11.168 compartilhamentos no Facebook nesta terça-feira (2) e foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da plataforma (saiba como funciona).
A pesquisa existe e foi produzida pelo FLCCC (Front Line Covid-19 Critical Care Alliance), um grupo de médicos americanos, mas não menciona o percentual trazido pelas postagens e têm problemas metodológicos que comprometem sua credibilidade e que levaram à rejeição por uma importante revista científica.
A metanálise compila resultados de quase 30 pesquisas em preprint – quando ainda não passaram por revisão por pares. De acordo com o site medRxiv, mantido pela Universidade de Yale e que agrega artigos científicos que aguardam revisão por pares, os trabalhos em preprint não devem ser considerados para orientar a prática clínica nem relatados na mídia como informações estabelecidas.
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É falso que coquetel de medicamentos cure a Covid-19
*Reprodução de Aos Fatos.
É enganoso afirmar que uma combinação de seis medicamentos seja eficaz na cura da Covid-19, como fazem postagens que circulam nas redes sociais (veja aqui). De acordo com as publicações, um “coquetel” formado por hidroxicloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina, vitamina D e zinco seria eficaz no combate à doença. Porém, os estudos mais robustos publicados até o momento não encontraram benefícios no uso dessas substâncias em pacientes em diversos estágios da doença.
As postagens contavam com 11.969 compartilhamentos nesta terça-feira (2) e foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da plataforma (saiba como funciona).
Seguem circulando nas redes sociais postagens que defendem o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 como se fossem capazes de curar alguém da infecção. Desta vez, o post sustenta, de maneira enganosa, que há benefícios no uso combinado de hidroxicloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina, vitamina D e zinco.
Até o momento, nenhuma autoridade sanitária reconheceu nenhuma droga efetiva para curar a doença.
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Saiba a data da aplicação da segunda dose da Coronavac em Porto Alegre
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMS) realiza, a partir desta segunda (1°), mutirão de vacinação de profissionais da Saúde, conforme cronograma por faixa etária. Serão aplicadas doses em profissionais que foram vacinados no dia 6 de fevereiro.
ATENÇÃO: Só serão vacinados aqueles que receberam a primeira dose da Coronavac. Os médicos imunizados no Cremers não receberão a segunda dose da Oxford/AstraZeneca nas datas divulgadas, pois essa aplicação deve ocorrer 12 semanas após a primeira dose.
Segunda (1°) e terça-feira (2), devem se vacinar apenas profissionais com 60 anos ou mais; quarta (3) e quinta-feira (4), profissionais com 55 anos ou mais; e de sexta-feira (5) em diante, os demais. No primeiro dia de vacinação, o horário de atendimento será das 10h às 17h. Nos demais dias, das 8h às 17h.
Para receber a segunda dose, os profissionais deverão apresentar a carteira de vacinação da Covid-19, onde consta o registro da primeira dose, e documento de identificação com CPF. De acordo com a SMS, o escalonamento de idade respeita as normas da bandeira preta, para evitar aglomerações.
A aplicação das doses ocorrerá no Centro de Saúde Modelo, na rua Jerônimo de Ornelas, 55, bairro Santana (entrada pela Farmácia Distrital), e no Centro de Saúde IAPI, na rua Três de Abril, 90, bairro Passo D’Areia (área 5, entrada pela rua Valentim Vicentini).
AOS MÉDICOS QUE FORAM VACINADOS NO DIA 6 DE FEVEREIRO NO CREMERS: O imunizante aplicado foi a vacina de Oxford/AstraZeneca, que tem prazo de 12 semanas para a aplicação da segunda dose. A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre ainda não divulgou o calendário de vacinação.
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Confira o horário de atendimento do Cremers
A partir de segunda-feira (1º), o horário de atendimento na sede do Cremers, em Porto Alegre, será das 10h às 16h, de segunda a sexta-feira, devido ao agravamento da pandemia. O atendimento presencial continua suspenso.
Nas Delegacias Seccionais, o horário de funcionamento será das 10h às 14h, com exceção das unidades de São Leopoldo e Bagé que estarão fechadas.
Para atendimento de casos urgentes, faça agendamento pelo e-mail agendamento@cremers.org.br. Para outras dúvidas, entre em contato pelo telefone (51) 3300-5400.
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Nota de repúdio
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) manifesta repúdio às declarações do vereador Idenir Cecchim em relação ao trabalho desenvolvido pela diretora-presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Nadine Clausell, no combate à pandemia de Covid-19.
Os comentários desabonadores, divulgados pela imprensa na quarta-feira (24), mostram não apenas desrespeito à seriedade da profissional frente a uma instituição reconhecida pela qualidade, pela segurança e pela excelência na pesquisa e na educação médica, como amplo desconhecimento a respeito da gestão e da estrutura do HCPA e da gravidade da situação que o sistema de Saúde enfrenta.
O Cremers, atento a manifestações que venham a desacreditar profissionais da Medicina de reconhecida atuação em sua área, não vai tolerar tais práticas em qualquer hipótese.
Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2021.
Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers)
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Nota de alerta
Estamos vivendo o pior momento já enfrentado pelo Rio Grande do Sul na atualidade. O colapso do sistema de Saúde foi agravado por diversos fatores, como a circulação de novas cepas do coronavírus, o aumento do número de pacientes aguardando leitos de UTI, a quantidade de pessoas com quadros semelhantes de agravamento da Covid-19, o crescimento do tempo de internação.
Apesar da extrema dedicação das equipes que atuam na linha de frente do combate à pandemia, é possível que essa situação caótica perdure mais do que o estado possa suportar.
Dessa forma, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) reforça que, neste momento, é necessário o engajamento de toda a população e de todas as forças vivas da sociedade, no sentido de conter a contaminação pelo coronavírus e salvar vidas.
Mais do que nunca, as medidas de proteção são essenciais – uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento seguro. A redução da circulação de pessoas e os cuidados preventivos são as únicas formas conhecidas e comprovadas de diminuição efetiva da contaminação.
O Cremers solicita a colaboração de todos os setores da sociedade para, em conjunto, auxiliar no contingenciamento da pandemia de Covid-19, atuando de forma mais eficaz e rígida possível.
Porto Alegre, 25 de fevereiro de 2021.
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Prefeitura de Porto Alegre anuncia retorno da vacinação de médicos
Em reunião do Conselho Multissetorial de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura de Porto Alegre, realizada em ambiente virtual nesta sexta-feira (19), os gestores municipais anunciaram novas medidas para o combate à pandemia de Covid-19 a partir da próxima semana. O presidente do Cremers, Carlos Isaia Filho, participou da videoconferência.
Entre as iniciativas divulgadas, está o retorno da vacinação de médicos e demais profissionais da Saúde que não atuam na linha de frente de enfrentamento à Covid-19. A vacinação teve início em 6 de fevereiro, mas foi suspensa para definição de critérios.
Para serem vacinados, os médicos deverão comprovar registro profissional no Conselho Regional de Medicina, bem como declarar a atividade e o local onde exercem a prática médica.
Mais informações devem ser anunciadas pela Prefeitura de Porto Alegre a partir de segunda-feira (22).
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