Em um contexto de expansão desordenada e precarização da formação médica, novo artigo científico reúne fundamentos teóricos, jurídicos e bioéticos para defender a atuação dos Conselhos de Medicina na garantia da qualidade da formação médica. O texto, assinado por conselheiros e procuradores do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), foi divulgado na Revista Bioética, publicação científica do Conselho Federal de Medicina (CFM).
O texto destaca que fortalecer tecnicamente a atuação institucional é um dever de responsabilidade pública, e os autores sustentam que a atuação dos Conselhos de Medicina na tutela da qualidade do ensino é legítima, necessária e orientada pela proteção da sociedade e da segurança do paciente.
O vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade, que assina o texto, afirma que “a publicação traz respaldo para futuras ações e posicionamentos em defesa do ensino médico de qualidade, da ética profissional e da integridade da assistência em saúde”.
A íntegra do artigo consolida a posição do Cremers de que fiscalizar o ensino médico não é interferência indevida na autonomia universitária, mas uma atribuição alinhada à proteção da sociedade. Mais do que um texto acadêmico, a publicação funciona como suporte técnico e institucional para a defesa de padrões mínimos de qualidade, ética e segurança na formação dos futuros médicos.
A autoria do artigo também é da corregedora Márcia Vaz, do coordenador das Câmaras Técnicas do Cremers, Manoel Roberto Maciel Trindade, da presidente da Comissão de Preceptoria e Ensino Médico, Tânia Furlanetto, e dos procuradores Juliano Lauer e Bernard Rodrigues Netto.
Texto: Letícia Bonato
Edição: Sílvia Lago




