
Diante da indefinição sobre a data de reabertura do Hospital de Pronto Socorro de Canoas, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) reuniu-se, na sexta-feira (17), com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) para tratar do tema.
Participaram da reunião o vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade; a conselheira do Departamento de Fiscalização (Defis), Maria Fernanda Detanico; o coordenador da Assessoria Jurídica, Juliano Lauer; e o promotor de Justiça, Márcio Emílio Lemes Bressani, da Promotoria de Justiça Cível de Canoas.
Para o Cremers, a situação é extremamente delicada e preocupante. O Hospital de Pronto Socorro de Canoas é referência para mais de 100 municípios gaúchos e permanece fechado desde maio de 2024, sem previsão de retomada das atividades.
Atualmente, os atendimentos de traumatologia são realizados no Hospital Nossa Senhora das Graças, que opera em situação de superlotação. O cenário sobrecarrega médicos e demais equipes assistenciais, dificulta o atendimento à população e reforça a urgência de uma definição sobre a reabertura do Hospital de Pronto Socorro.
“A população não pode continuar convivendo com essa indefinição. A ausência do Hospital de Pronto Socorro sobrecarrega toda a rede de urgência e emergência, compromete as condições de trabalho dos médicos e impacta diretamente a assistência prestada aos pacientes. É fundamental que haja uma definição sobre a reabertura da instituição o quanto antes”, afirmou o vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade.
Durante a reunião, também foram discutidas a situação do Hospital Universitário de Canoas, especialmente as escalas médicas, e as irregularidades verificadas em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Texto: Lisielle Zanchettin
Edição: Clarice Passos




