
Nesta segunda (9), a tesoureira do Cremers, Mirela Foresti, reuniu-se com grupo liderado pela presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Maria Celeste Osório Wender, para tratar sobre ações contra o avanço da criminalização da Obstetrícia e em defesa das boas práticas médicas para um parto seguro.
A reunião tratou sobre propostas que estão em discussão no Congresso Nacional, como o Projeto de Lei 1763/2025, e que poderão ser colocadas em votação em regime de urgência em razão do mês dedicado às mulheres.
O PL 1763/2025 tipifica como crime a violência obstétrica, alterando a legislação penal para punir ofensas físicas ou psicológicas contra gestantes durante o pré-natal, parto ou puerpério. O Cremers e a Febrasgo atuam contra o uso do termo violência obstétrica, pois a expressão estigmatiza a prática médica e cria desconfiança entre médico e paciente, sendo preferível o termo parto seguro.
Foresti, que também é integrante da Comissão de Defesa e Valorização Profissional da Febrasgo, declarou o apoio institucional do Cremers à campanha de conscientização que ainda será elaborada, juntamente da Febrasgo e da Associação Médica Brasileira (AMB), defendendo o parto seguro.
“Vocês têm o total apoio do Conselho. Temos que analisar juntos quais os melhores meios de acionar a bancada gaúcha e como sensibilizar a população sobre o tema desses projetos que estavam parados até o momento e que agora, devido ao Mês da Mulher, estão sendo acelerados”, afirmou a médica ginecologista.
Também participaram da reunião o presidente do Cremerj, Antônio Rodrigues Braga Neto, e demais membros da Diretoria da Febrasgo e AMB.
Texto: Letícia Bonato
Edição: Sílvia Lago




