Desde abril, a profissão de doula, assistente de parto que não precisa ter necessariamente formação na área da saúde, passou a ser reconhecida em lei no Brasil. A Lei 15.381/2026 regulamenta a atividade, mas não altera as prerrogativas nem a autonomia do médico. O assunto foi tema do novo episódio do projeto “Educação Médica Continuada” do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), transmitido nesta terça-feira (14), no canal do YouTube do Cremers.
Apresentado pela conselheira e coordenadora da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia, Mirela Foresti Jiménez, o episódio aborda os aspectos éticos e legais da atuação das doulas e apresenta orientações para uma atuação integrada e harmônica entre esses profissionais e a equipe médica.
Conforme Jiménez, a autonomia médica permanece intacta. O diagnóstico, a prescrição terapêutica e os procedimentos continuam sendo atos privativos do médico, que mantém plena autonomia para definir a conduta clínica mais adequada, sempre em diálogo com a paciente e mediante seu consentimento.
O episódio também reúne orientações práticas para hospitais, como a elaboração de protocolos para o credenciamento de doulas, com identificação, definição de áreas de acesso, normas de biossegurança e fluxos claros para situações de emergência.
Projeto de Educação Médica Continuada
O projeto de “Educação Médica Continuada do Cremers” é uma iniciativa voltada para a atualização profissional de médicos já atuantes no mercado. Por meio de uma série de vídeos ministrados por conselheiros e especialistas, o Conselho busca promover uma Medicina cada vez melhor e mais ética.
Acesse o episódio completo do “Educação Médica Continuada” no canal do Cremers:
Texto: Lisielle Zanchettin
Edição: Clarice Passos




