O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) irá acionar a Polícia Civil, a Brigada Militar, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) e a Secretaria Estadual da Saúde (SES) após a agressão sofrida por um médico dentro do Hospital São Vicente de Paulo, em Osório.
O Conselho irá se reunir com os órgãos e solicitar a apuração rigorosa dos fatos, a responsabilização dos envolvidos e a adoção de medidas para garantir a segurança dos profissionais de saúde e evitar novos episódios de violência nos serviços de atendimento.
Nesta segunda-feira (27), a Diretoria do Cremers recebeu o médico para prestar apoio e acompanhar o caso. Durante a reunião, o profissional relatou as circunstâncias e os impactos da agressão sofrida.
O caso reforça uma preocupação permanente do Cremers. Agressões físicas, ameaças e ofensas dentro de ambientes de saúde não podem ser tratadas como parte da rotina de atendimento.
Além da apuração da violência praticada contra o médico, o Cremers também irá solicitar esclarecimentos à Secretaria Estadual da Saúde sobre o funcionamento do sistema Gerint, responsável pela regulação das transferências de pacientes e dos leitos hospitalares no Estado. O Conselho busca informações sobre os fluxos e os critérios adotados no caso da paciente atendida na instituição.
Para o presidente do Cremers, Régis Angnes, a resposta precisa ser firme diante de episódios de violência contra os médicos:
“A agressão contra médicos não pode ser normalizada. Isso é um fato extremamente grave e inadmissível. Profissionais que estão nos hospitais para cuidar da população precisam ter segurança para exercer sua atividade. Os responsáveis devem ser identificados e responsabilizados.”
O vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade, destaca que a violência contra médicos afeta não apenas os profissionais, mas também a assistência prestada aos pacientes:
“Quando um médico é ameaçado ou agredido no ambiente de trabalho, todo o serviço de saúde é impactado. Garantir segurança aos médicos é também garantir uma assistência mais segura aos pacientes.”
O Cremers reforça que nenhum tipo de violência contra médicos pode ser tolerado e orienta que profissionais vítimas de agressões físicas, verbais, ameaças ou qualquer outra forma de violência registrem boletim de ocorrência e comuniquem o caso à entidade.
O registro das ocorrências permite ao Cremers acompanhar os casos, subsidiar sua atuação institucional e fortalecer as medidas voltadas à proteção dos médicos no exercício da profissão.
Texto: Lisielle Zanchettin
Edição: Sílvia Lago




