O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) é fortemente contrário à abertura desenfreada de vagas e de novas escolas de Medicina no estado, e atua de forma firme para impedir que o ensino seja banalizado.
Esta é uma preocupação cotidiana, com graves consequências, que tem exigido do Conselho ações e medidas diárias nas esferas institucionais e jurídicas.
O Rio Grande do Sul já tem 23 cursos de Medicina, sendo 16 privados, e cerca de 2 mil vagas anuais.
A Organização Mundial da Saúde sugere um limiar de 4,45 médicos por mil habitantes. Porto Alegre é a segunda capital com maior densidade médica no Brasil com mais de 11,8 profissionais por mil habitantes.
A abertura de novos cursos sem estrutura adequada para ensino, sem campos de prática garantidos, sem hospital-escola, sem novos leitos SUS e Equipes de Saúde da Família, sem corpo docente experiente trará um prejuízo incalculável para a saúde da população em um futuro próximo com a precarização da formação médica.
Que espécie de médico uma faculdade assim pode formar? Até que ponto essas instituições estão dispostas a arriscar a vida dos cidadãos, colocando-os nas mãos de profissionais gerados em escala industrial com pouca ou nenhuma qualificação real?
O Cremers já criou ferramentas para fiscalizar as condições dos cursos. Também tomou medidas junto ao Ministério Público Estadual, ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde e aguarda o pronunciamento dessas instituições.
Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul




