O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) acompanha com preocupação a proposta apresentada pela empresa que assumirá a gestão de 67 unidades básicas de saúde de Porto Alegre. A medida prevê redução de 30% na remuneração dos médicos que atuam nos serviços.
A preocupação do Conselho está relacionada ao risco de desassistência decorrente da eventual saída de profissionais que atuam há anos nas unidades. A redução da remuneração pode comprometer a permanência de médicos nos postos de saúde, afetando a estabilidade das equipes e a qualidade da assistência oferecida à população.
Diante da situação, o Cremers passou a analisar os possíveis impactos da medida. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul foi procurado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) para buscar soluções.
“São denúncias graves trazidas pela categoria e que exigem acompanhamento por parte do Cremers. Qualquer medida que possa comprometer as condições de exercício da Medicina ou a continuidade da assistência à população deve ser cuidadosamente avaliada”, afirmou o vice-presidente do Cremers, Eduardo Trindade.
Na tarde desta quinta-feira (18), o Cremers realizará uma reunião com representantes do sindicato para avaliar o cenário e discutir possíveis encaminhamentos. Entre as medidas em análise pelo Cremers estão a verificação da legalidade do movimento de paralisação anunciado pelos médicos e a adoção de providências junto aos órgãos competentes, incluindo o Ministério Público do Trabalho e a Prefeitura de Porto Alegre.
Texto: Lisielle Zanchettin
Edição: Sílvia Lago




