
Na noite desta segunda (1º), o presidente do Cremers, Régis Angnes, e o coordenador do Departamento da Fiscalização do Conselho, Luciano Haas, participaram do início de uma nova rodada de negociações de honorários pagos aos médicos credenciados ao IPE Saúde, em Porto Alegre.
Na ocasião, foram ouvidos pelos representantes das entidades médicas o diretor de Provimento em Saúde da autarquia, Antônio Quinto Neto, acompanhado do chefe de Gabinete da Presidência, Nato Werlang. A iniciativa teve como objetivo sensibilizar a categoria sobre a situação do Instituto e aproximar os reajustes da realidade médica.
Sem proposta para reajuste
Apesar de propor uma nova reunião, o IPE Saúde não apresentou proposta de valores para negociação. “Não temos um valor. O presidente (do IPE) pediu que estivéssemos aqui para retomar essa conversa para falar sobre consultas e alguns procedimentos cirúrgicos, entre outros reajustes para sete grupos de especialidades”, informou Quinto Neto.
De acordo com o diretor, foram feitos estudos para aproximar as demandas da categoria às necessidades do Instituto. Os dados serão apresentados em uma nova reunião marcada para o dia 11 de junho.
“O IPE Saúde precisa conversar e ouvir as sociedades médicas para encontrar o melhor para ambos. É preciso negociar um valor justo para que o médico, lá na ponta, não judicialize essa questão”, declarou o presidente do Cremers.
“Devemos majorar as consultas e as visitas médicas e não podemos priorizar especialidades médicas; para nós, é importante que todas sejam contempladas de forma justa, porque todas estão muito defasadas. Precisamos negociar de forma transparente e valorizar o trabalho do médico”, afirmou Haas.
Próxima etapa
As lideranças das entidades concordaram em levar as propostas já na próxima reunião, dia 11 de junho, quando será apresentado pelo IPE os valores disponíveis para calcular a base do reajuste. As reuniões deverão ocorrer nas próximas semanas, pois o prazo final para a definição é dia 30 de junho, devido ao prazo eleitoral.
Também participaram do encontro os representantes da Associação Médica do RS (Amrigs) e do Sindicato Médico do RS (Simers).

Texto: Letícia Bonato
Edição: Sílvia Lago




