
Nesta sexta-feira (04), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) realizou Assembleia Geral com médicos do Hospital de Pronto-Socorro de Canoas (HPSC) para discutir a atual situação do serviço de saúde.
Durante o encontro, diversos profissionais relataram dificuldades enfrentadas na instituição, como a ausência de escalas médicas, falta de insumos básicos para atendimento e atrasos no pagamento dos salários.
Na última terça-feira (1°), o Departamento de Fiscalização (Defis) do Cremers vistoriou o HPSC e recebeu relatos sobre casos de coação de médicos, seguindo a demissão do diretor técnico. Ainda em janeiro, houve uma tentativa, junto aos gestores municipais, de solução para as questões administrativas e assistenciais que abalam a saúde de Canoas – uma das cidades mais afetadas pela enchente de 2024. O município, no entanto, não cumpriu as propostas apresentadas, e a crise se agravou barbaramente.
O Cremers avaliará as medidas a serem tomadas com base nos depoimentos e na vistoria realizada no início deste mês. “O relato dos médicos tem valor de documento e fé pública, e irá embasar a decisão que o Conselho tomará sobre a situação do HPSC”, afirmou Laís Leboutte, ao se dirigir aos profissionais presentes.
Participaram da reunião, além dos médicos do HPSC, o presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade; a primeira-secretária, Laís Leboutte; a segunda-secretária, Maria Fernanda Detanico; o coordenador da Fiscalização, Luciano Hass; o conselheiro Márcio Castan; o diretor clínico do hospital; e o procurador do Cremers, Bernard Rodrigues Netto.
Texto: Clarice Passos
Edição: Sílvia Lago